A moda dos piqueniques-banquete no Jardim Botânico não era brincadeira:
O cardápio da comissão chinesa (1885) trazia embutidos, conservas, manteiga e sardinhas, omelete com trufas, peixe com lagostins, camarões recheados, filet com champignons, arroz ao curry, maionese de lagosta, peru à brasileira, presunto de York, aspargos, molho holandês, creme de laranja e gelatina de frutas.
O sarau para 150 pessoas do Club dos Diários (1905), serviu frios variados, omelete com trufas, tranche de garoupa, molho de ostras, costeletas e porco, batatas, galantine de peru trufado, cordeiro com alface, morangos em gelatina, sorvete à brasileira, salada de frutas ao kirsch e sobremesas.
A festa do Comendador Seabra (1915), para 300 pessoas, na aléa dos bambus, com banquete da Confeitaria Colombo, tinha “variedades à moda russa, consommé floral, supremo de robalo ao Chablis, bouchée princesse, medalhão de filé à parisiense, presunto de York, salada, frutas em gelatina”.
No copo? Madeira, Sauternes, Margaux, Borgonha, Medoc, Macon Pommery, Champagne, Moscatel, Porto, Cognac, licores, chá ou café.
Nada mal.
Rio de Janeiro: piqueniques – banquete, uma identidade do Jardim Botânico
