De carne ou frango? Que nada!
A empada não é iguaria de agora e o petisco faz sucesso há mais de 200 anos, com alguns recheios inusitados para os dias atuais.
Preparadas a toda hora, as empadas do século XIX eram, com frequência, de ostras ou de peixes como o bijupirá, ou ainda de lombo de porco, vitela, camarão, galinha ou palmito, e eram anunciados desde 1813, por petisqueiras, confeitarias e restaurantes de hotéis.
Havia, ainda, empadas sem carne, feitas para os jejuns de quaresma: as chamadas de "empadas de magro".
Apesar de comuns, hoje em dia, eram consideradas nobres, a ponto de terem agradecimentos em jornal, como no A República, em 1890: "O Cypriano do hotel Conspirador, á praça de S. Salvador, fez-nos hontem uma surpresa presenteando-nos com duas lindas empadas de jacaré (...). Agradecidos pela lembrança. Quando houver por la grande sortimento das taes, não faça cerimonia e va nos mandando aos pares que temos aqui muitos companheiros apreciadores das ... empadas de jacaré".
Viva a empada, identidade gastronômica do Rio de Janeiro.
