Encontros: Instituto Bazzar recebe Academia Brasileira de Gastronomia

por Aureo Fernandes | dez 3, 2024 | Educação

Encontros: Instituto Bazzar recebe Academia Brasileira de Gastronomia
foto: Maria Clara Mangi

Em sua missão de promover a valorização de produtos locais e a identidade gastronômica territorial, o Instituto Bazzar recebeu integrantes da Academia Brasileira de Gastronomia. 

O encontro aconteceu em retribuição à posse de Cristiana Beltrão, fundadora do Instituto, como membro da Academia Carioca e Fluminense de Gastronomia, no último fim de semana.

O evento começou com uma palestra sobre um panorama do turismo gastronômico sustentável no Mundo e no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, e sobre como podemos alavancar nossa participação neste setor da economia que movimenta mais de U$805 bilhões.

A fundadora do Instituto Bazzar, Cristiana Beltrão, apresenta dados sobre o turismo gastronômico no Brasil e no exterior. Foto: Maria Clara Mangi
A fundadora do Instituto Bazzar, Cristiana Beltrão, apresenta dados sobre o turismo gastronômico no Brasil e no exterior. Foto: Maria Clara Mangi

Jonathan Telles Portas criou um drink não alcoólico, feito de jaboticaba, batida como um mate, aproveitando que a época da fruta típica da Mata Atlântica. 

Daqui e de agora: a jaboticaba, fruta típica da Mata Atlântica, foi o ingrediente principal de um suco refrescente servido aos convidados do evento. Foto: Maria Clara Mangi
Daqui e de agora: a jaboticaba, fruta típica da Mata Atlântica, foi o ingrediente principal de um suco refrescente servido aos convidados do evento. Foto: Maria Clara Mangi

Estiveram presentes o presidente da Academia, José Luiz Borges, e Gustavo Braga., presidente da Academia Carioca e Fluminense de Gastronomia.

O professor do Instituto de Microbiologia da UFRJ, Marco Miguel, falou de um de seus objetos de estudo: as propriedades dos microrganismos que produzem o aluá.  

Conhecido como o primeiro "refrigerante brasileiro", o aluá tem a origem debatida (se indígena ou africana), já que bebidas de frutas fermentadas se deram em inúmeros locais do Mundo.

Amplamente consumido no Brasil Colônia, a bebida pode ser feita de frutas, milho ou pão, e ainda é sustentável, já que pode ser feito de sobras ou cascas.

https://player.vimeo.com/video/1048952492?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479
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 Um exemplo da bebida ancestral, feita a partir de cascas de abacaxi, foi servido em três versões. Puro (só com a fruta), com cravo e com gengibre.

Aluá de abacaxi. O resgate de uma bebida ancestral, popular no Brasil Colônia. Foto: Maria Clara Mangi
Aluá de abacaxi. O resgate de uma bebida ancestral, popular no Brasil Colônia. Foto: Maria Clara Mangi

O evento se encerrou com a participação da especialista em cacau, Patricia Nicolau, que faz um trabalho de capacitação de produtores do Estado do Rio para o cacau fino, compartilhando saberes ancestrais sobre o manejo do fruto, em busca da excelência. 

A especialista Patricia Nicolau compartilhou dados sobre a qualidade do cacau fino nas plantações do Rio. Foto: Maria Clara Mangi
A especialista Patricia Nicolau compartilhou dados sobre a qualidade do cacau fino nas plantações do Rio. Foto: Maria Clara Mangi

O Instituto Bazzar ofereceu chocolate feito de amêndoas certificadas da espécie Parazinho da fazenda do Agrônomo Paulo Leite, de Bom Jesus do Itabapoana, norte fluminense.

Uma degustação se seguiu à palestra sobre a crescente produção de cacau fino no território fluminense. Foto: Maria Clara Mangi
Uma degustação se seguiu à palestra sobre a crescente produção de cacau fino no território fluminense. Foto: Maria Clara Mangi
Os convidados receberam um kit com chá de abacaxi e chocolate feito com cacau fino do Rio. Foto: Maria Clara Mangi
Os convidados receberam um kit com chá de abacaxi e chocolate feito com cacau fino do Rio. Foto: Maria Clara Mangi

Os convidados receberam um kit oferecido pelo Instituto Bazzar, feito com chá de cascas de abacaxi e chocolate agroflorestal e sustentável do Rio de Janeiro.

A Academia Brasileira de Gastronomia é membro titular votante da Academia Internacional de Gastronomia, sediada em Paris.

O evento reforça a vocação da nossa sede, no Jardim Botânico, como um espaço de troca para pesquisadores e acadêmicos de forma a alavancar o turismo gastronômico sustentavel e criar uma cadeia produtiva mais justa.