Encontros: Daqui e de agora

por Aureo Fernandes | out 25, 2024 | Educação

Encontros: Daqui e de agora
Foto: Rogerio Resende

Na noite do dia 21 de outubro, o Instituto Bazzar recebeu, em sua sede no Jardim Botânico,  jornalistas das áreas de cultura, gastronomia e turismo, de diferentes veículos de comunicação (televisão, imprensa escrita e redes sociais).

O nome do evento, DAQUI E DE AGORA, traz a essência de dois conceitos que valorizamos: ingredientes e produtos que sejam cultivados ou desenvolvidos próximos a nós e, por isso, tenham menos impacto na emissão de carbono. E ainda: que sejam da estação, o que significa: mais abundantes, baratos, saborosos e livres de aditivos. 

O evento começou com uma apresentação da fundadora do Instituto, Cristiana Beltrão, sobre o turismo gastronômico sustentável em bares e restaurantes, com estatísticas sobre o seu impacto na economia mundial.

Destacou-se a necessidade do consumidor de se sentir cada vez mais conectado a produtos únicos e locais, em cada destino turístico, e da importância do apoio a pequenos produtores artesanais do Estado do Rio para a construção de uma identidade gastronômica capaz de gerar riqueza e atrair o turismo.

No capítulo dedicado aos frios e embutidos, o Instituto Bazzar destacou a importância da charcutaria na construção da identidade gastronômica do Rio e atestou a relevância da atividade por mais de 200 anos. 

Os charcuteiros Pedro Attayde, da Cochon Rouge, no Rio de Janeiro e Breno Furtado, da Porco Alado, em Mury/Nova Friburgo, apoiados pelo Instituto Bazzar, compartilharam suas experiências como produtores artesanais de perfis diversos (rural x urbano; charcutaria de tradição alemã x charcutaria francesa).

Os jornalistas foram informados de como os produtores apoiados podem contar com o apoio do Instituto Bazzar no embasamento histórico para o processo de obtenção do Selo Arte e também na apresentação de seus produtos para bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro.

Breno Furtado, da Porco Alado (esq), Cristiana Beltrão e Pedro Attayde, da Cochon Rouge. Foto: Rogerio Resende.
Breno Furtado, da Porco Alado (esq), Cristiana Beltrão e Pedro Attayde, da Cochon Rouge. Foto: Rogerio Resende.

Todos os frios e embutidos foram acompanhados por compotas de frutas da época orgânicas, nativas e da Mata Atlântica, em receitas da chef Lydia Gonzalez, do restaurante Angá, em Petrópolis.

Em seguida a chef preparou um prato exclusivo para o evento, feito de camarões sustentáveis da Laguna de Araruama, em plena safra, vindos de pescadores apoiados pelo Instituto Bazzar. 

Graças às pontes feitas pelo Instituto e divulgação em nossas redes sociais, vários restaurantes do Rio de Janeiro incluíram o camarão em seus cardápios.

Numa etapa dedicada às frutas e à nossa biodiversidade, o Instituto Bazzar falou da importância de produtos sazonais, únicos e nativos e de nossa floresta próxima, a Mata Atlântica, para a identidade gastronômica do Rio de Janeiro. 

Foram servidos vinhos de laranja e jaboticaba (de grande importância histórica, desde o século XIX), além de sorbet de pitanga e compota de jaboticaba fermentada, como demonstração de nossa biodiversidade.

Ressaltamos a presença cada vez mais forte da etapa “frutas” em restaurantes estrelados mundo afora.

Foto: Rogerio Resende
Foto: Rogerio Resende

Revelamos também os resultados da pesquisa histórica de Valença como polo lácteo estratégico para a construção de uma identidade fluminense. 

Apresentamos os queijos e doce de leite premiados nos últimos concursos, nacional e mundial, em especial os da Queijaria Du’Vale e da Capril do Lago e reforçamos a urgência no apoio das queijarias do município na obtenção do Selo Arte.

O encontro promoveu a troca de informações e a aproximação entre personagens fundamentais para o fomento da identidade gastronômica do Rio de Janeiro.

Queijos premiados de Valença. Foto: Rogerio Resende
Queijos premiados de Valença. Foto: Rogerio Resende