“Tudo o que é comestível pode virar sorvete.”
É assim que o italiano Andrea Panzacchi conduz a VERO, pequena fábrica descontraída em Ipanema, onde o balcão funciona o dia inteiro como uma janela para a estação: frutas frescas, folhas aromáticas, sementes e especiarias virando sabor gelado.
Hoje, os 31 sabores entram e saem conforme o clima e a oferta dos agricultores, porque sorvete bom também tem época.
As estrelas são as frutas nativas da Mata Atlântica - grumixama, donizete, cabeludinha, quaresmeira, uvaia, framboesa preta - e ingredientes que fogem do lugar-comum: PANCs, ervas e especiarias como ora-pro-nóbis, manjericão cítrico, priprioca, cumaru, amburana, puxuri. Sabores da mata, em forma de sorvete.
A VERO faz sorvete como quem transforma território em sabor: artesanal, com ingredientes naturais, apoio à agricultura familiar, menos açúcar, menos desperdício e embalagens de baixo impacto. Esses princípios seguem juntos quando o sorvete sai da pequena fábrica de Ipanema e chega a restaurantes, hotéis e até hospitais — sempre limpo, leve, carioca. Sorvete que respeita o tempo da fruta, a mão do agricultor e a beleza de descobrir que a biodiversidade também pode ser gelada.
