Em algum lugar da memória, existe a lembrança da “comida de avó”, a sensação de aconchego de estar na casa de alguém que pensou na refeição como um abraço. O Sud, o Pássaro Verde, de Roberta Sudbrack, é exatamente isso.
O restaurante fica numa rua tranquila do Jardim Botânico, do lado do parque que dá nome ao bairro. De um forno de barro, construído no fundo do salão e à vista de todos, saem "animais de quintal", como fazia o Brasil antigo: aves de granja, porcos, patos e cordeiros, que se distribuem pelas panelas que vão à mesa com o perfume da brasa.
Ingredientes frescos, garimpados de produtores locais, ditam o cardápio do dia. A atenção ao ritmo das safras, ao trabalho invisível de quem está em contato direto com a natureza, é uma assinatura de Roberta Sudbrack, que sempre lutou pelos pequenos artesãos de excelência e seu pagamento justo.
O ambiente é informal e recebe reuniões de família ou de negócios. A carta tem predominância de vinhos naturais e boas opções de drinques.
Vale saber que não há placa ou letreiro na entrada. Afinal, que casa de vó teria?
