Com sabor entre o gengibre e o cardamomo, o pacová é uma especiaria brasileira deliciosa e pouco conhecida, nativa da Mata Atlântica. Colhida e cultivada pelos agricultores familiares de Paraty, existe em sistema agroflorestal por entre as bananeiras e palmeiras locais.
Aliás, foram as folhas gordinhas da planta, que lembram uma banana, que o batizaram, já que em tupi-guarani pa’kowa significa literalmente “banana”, apesar do pacová não ter nada a ver com aquela fruta ou sua árvore.
O Instituto Bazzar, em mais uma ponte de sucesso, presenteou Andrea Panzacchi, sócio da sorveteria Vero (@verogelateria), em Ipanema, com um lote de pacová, que temperou sua criação: um sorvete de banana com a especiaria da Mata Atlântica em edição limitadíssima, para homenagear toda essa estória..
“Quando recebi essas especiarias do Instituto Bazzar, o Pacová e a pimenta longa, foi para mim uma surpresa, e eu nem sabia da existência, na verdade, dessas especiarias. Então, a primeira coisa que se faz, normalmente, é colocar o ingrediente na boca e sentir o que ele desperta.”.
Os ingredientes da floresta chamam a atenção do público da Vero que sabe que ali encontra sorvetes únicos feitos com sabor de Brasil a partir de ingredientes sustentáveis.
“Foi interessante, como é sempre, colocar na vitrine, e as pessoas ver as reações: Pacová? Aí eu explicava que era como se fosse um cardamomo brasileiro, mas com algumas características diferentes. A gente colocava o sorvete, que era de banana, sempre orgânica, com um potinho, com as sementinhas e oferecia para o cliente experimentar.”
