Rio de Janeiro: pães, higiene e inovação

por Aureo Fernandes | fev 25, 2026 | Novidades

Rio de Janeiro: pães, higiene e inovação

O pão, essencial em qualquer canto do planeta, sempre foi um dos primeiros a impulsionar inovação.

No Rio do século XIX, as questões de higiene faziam com mãos humanas fossem um grande problema. Já em 1884, o padeiro francês Delmilhac anunciava sua padaria como exemplo de avanço técnico: amassador mecânico, forno especial e “menos contacto humano com a massa”.

O maquinismo prometia eficiência e limpeza, valores centrais de uma cidade que se industrializava.

Com a falta de mão de obra nos anos de guerra, era preciso produzir melhor e mais rápido, e anúncios exaltavam padarias “trabalhadas em machinismos modernos”. Em 1931, a chegada do fermento industrial ao Brasil consolidou essa virada.

Nos anos 1940, começavam as primeiras críticas ao chamado “pão de mistura”.

A volta ao artesanal não é um gesto romântico. Amassar à mão evita o superaquecimento da massa, preserva o glúten, permite sentir o ponto exato, ajustar hidratação, cria pães mais leves, elásticos e irregulares... artesanais.

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