O pão, essencial em qualquer canto do planeta, sempre foi um dos primeiros a impulsionar inovação.
No Rio do século XIX, as questões de higiene faziam com mãos humanas fossem um grande problema. Já em 1884, o padeiro francês Delmilhac anunciava sua padaria como exemplo de avanço técnico: amassador mecânico, forno especial e “menos contacto humano com a massa”.
O maquinismo prometia eficiência e limpeza, valores centrais de uma cidade que se industrializava.
Com a falta de mão de obra nos anos de guerra, era preciso produzir melhor e mais rápido, e anúncios exaltavam padarias “trabalhadas em machinismos modernos”. Em 1931, a chegada do fermento industrial ao Brasil consolidou essa virada.
Nos anos 1940, começavam as primeiras críticas ao chamado “pão de mistura”.
A volta ao artesanal não é um gesto romântico. Amassar à mão evita o superaquecimento da massa, preserva o glúten, permite sentir o ponto exato, ajustar hidratação, cria pães mais leves, elásticos e irregulares... artesanais.
Assim é na The Slow Bakery
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