O Trégua está no Telhado, como já contamos por aqui, numa cobertura linda e gigantesca, ocupada por obras de arte e eventuais eventos musicais.
É ali que o casal Victor e Ana Paula faz as mais belas pinturas para o estômago, num menu de sete tempos servido em mesa única para 14 pessoas, com carta desenhada por Maíra Freire.
O último jantar trouxe cenoura glaceada com creme de gergelim e coentro; repolho na churrasqueira com creme de castanha de caju e caldo de frango – de chorar (!); e delicado mil folhas de abóbora com emulsão de sofrito de pimentão e folha de almeirão, para rimar. Também lula com pimenta de cheiro e rabanete, e copa lombo, com vagens e purê de couve-flor.
Por fim, queijos com mel de manduri e pão de farinha orgânica brasileira; e delicado sorvete de manga com maracujá com creme de cúrcuma e azeite de basilicão.
A cozinha do Trégua é poesia escrita com ingredientes da estação e de perto. Poesia agora engrossada por Mia, filha recém-nascida do casal de chefs, que de vez em quando comparece para fiscalizar os trabalhos. Com certeza, vai crescer muito mal-acostumada.
